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Carrefour aumenta lista de ‘ecologicamente corretos’

Rio - Produtos “ecologicamente corretos”, direto da roça para a gôndola do supermercado. É com essa estratégia que o Carrefour, rede francesa de supermercados, atrai seus consumidores no Brasil com o selo Garantia de Origem, classificação que a empresa concede a produtos ecologicamente e socialmente responsáveis. Apesar de eles serem um pouco mais caros, há clientes que preferem pagar mais para consumir mamões produzidos por ex-sem-terra e ovos de galinha caipira. O aumento na procura por esses produtos cresceu e a rede decidiu ampliar ainda este ano de 45 para 55 itens o mix de produtos com a certificação. Para o diretor de Agronegócios do Carrefour, Arnaldo Eijsink, a crescente demanda por este tipo de produtos com certificação de qualidade na produção resulta do aumento no número de notícias sobre temas polêmicos no ramo de alimentos, como transgênicos, doença da vaca louca e até mesmo a recente gripe do frango. “Agora, o cliente está cada vez mais à procura de produtos mais saudáveis”, observa o diretor. Entre os próximos produtos a serem lançados em breve, dentro do selo de qualidade do Carrefour, estão castanha-de-caju, feijão, óleo de soja e óleo de girassol. (Agência Estado - 27 de fevereiro de 2004)

Produtores de Minas lucram mais com café orgânico

Belo Horizonte, 27 de Fevereiro de 2004 - Cafeicultores do município de Machado (na região Sul de Minas Gerais) apostam no café orgânico para aumentar a renda ao produtor. O grupo União dos Cafeicultores de Machado (Unicom) conseguiu o certificado de qualidade do produto, da BCS Öko Garantee (certificadora alemã), e exportaram 75% da produção de café orgânico para o Japão no ano passado. Os preços obtidos pelos cafeicultores com o produto orgânico são o equivalente ao dobro do convencional. Segundo a Unicom a saca de 60 quilos no mercado internacional gira em torno de R$ 480 (US$ 160), enquanto o grão não-orgânico é comercializado a R$ 212,00 (US$ 70).

Para esta safra, a produção estimada é de 8,5 mil sacas de café orgânico. No ano passado, a produção chegou a duas mil sacas do grão, em razão da bianualidade da cultura. Já em 2002, as fazendas renderam 11 mil sacas, porém nem toda a safra foi composta por café orgânico. Com a participação na feira internacional de produtos orgânicos Bio Fach, que aconteceu na Alemanha, na última semana, os produtores esperam aumentar a carteira de clientes do grupo, principalmente países europeus. Segundo informa Ivan Caixeta, coordenador do Unicom, as exportações do produto orgânico geram ao País cerca de 50% de lucro em relação às vendas externas do café convencional. Isso, porque de acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), 50% dos insumos e fertilizantes utilizados pela cafeicultura tradicional são importados. Ivan Caixeta afirma, ainda, que o café orgânico não exportado é comercializado no mercado interno para torrefadoras mineiras e cearenses. Exportação de orgânicos rende ao Brasil mais de US$ 15 milhões Os produtos orgânicos produzidos vão render este ano ao país mais de US$ 15 milhões. A estimativa é da Agência de Promoção de Exportações (Apex), que se baseou nos negócios firmados na Biofach, a mais importante feira de orgânicos do mundo, realizada entre 19 e 22 de fevereiro, em Nuremberg, Alemanha. Entre os orgânicos que serão mais vendidos pelo Brasil ao longo do ano estão café, açúcar, castanha de caju, mel, frutas frescas, polpa de frutas, sucos, cereais e legumes.

A produção, que atualmente gera emprego e renda para mais de 3,3 mil famílias, especialmente agricultores e cooperativas, é totalmente certificada por empresas reconhecidas internacionalmente e seguem uma série de exigências que permitem identificar a origem e o sistema usado na produção. “Essa busca por alimentos cada vez mais seguros, livres de químicos e focados nas questões ambientais é que está levando o setor a se tornar um dos mais dinâmicos do mercado internacional”, explicou a gerente da área de Orgânicos da Apex, Liliane Rank. Segundo Liliane, a demanda mundial por orgânicos – que atualmente é de US$ 30 bilhões por ano – deverá aumentar 30% a cada ano.

“É um mercado crescente, muito visível e positivo para o país”, disse. No Brasil, a estimativa do governo é de um incremento anual de 15% nas exportações, principalmente para mercados dos Estados Unidos, Europa e Japão, considerados os maiores consumidores. “Tudo indica vantagens para o setor. Além de termos produtos de qualidade, o Brasil já traz a imagem de um país com imensas reservas naturais e com grandes áreas agricultáveis, o que aumenta mais nossas possibilidades de negócios”, disse. Atualmente, 45 empresas brasileiras, pequenas e médias em sua maioria, atuam no segmento. A produção anual de orgânicos brasileiros está avaliada em US$ 100 milhões. (Agência Brasil - 06/03/2004)

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